Qualquer país só é soberano economicamente se tiver eficiência de suas matrizes energéticas.
Por que o Brasil, apesar das oscilações da economia mundial, se mantém estável?
Temos matrizes energéticas limpas e biotecnologia capaz de otimizar a biomassa da cana de açúcar e mamona, entre outras.
No entanto, uma das maiores economias do mundo, a China, continua a crescer a base de termoelétricas, ou seja, por meio de uma base energética suja e que coloca em risco a delicada dinâmica ambiental. Então, qual é a vantagem?
Vivemos em um mundo consumista. Dessa maneira, precisamos pensar:
O que produzir e como produzir?
O que consumir e como consumir?
É necessário ter um olhar diferenciado para cadeia produtiva, pois é imprescindível que ela apresente responsabilidade sócio-ambiental.
O Planeta não conseguirá se manter em equilíbrio com a demanda das sociedades modernas.
A base do desenvolvimento sustentável parte do princípio que a matriz energética de um país deve substituir ou minimizar o uso de recursos não-renováveis, como o uso do petróleo e seus derivados, e substituí-los por recursos renováveis.
As emissões de GEEs (gases de efeito estufa) são os grandes vilões que comprometem a qualidade de vida do Planeta e ameaça a delicada relação atmosfera-biosfera, ou seja, a atmosfera é necessária para vida do Planeta, mas o excesso de gases que nela se acumulam impede que a radiação solar que é convertida de UV (ultravioleta) para IF (infravermelho) se dissipe para o universo e isso gera mais calor. Dessa maneira, o aumento de temperatura global desencadeará fortes impactos sobre a vida do Planeta, pois as mudanças climáticas colocaram em risco também as mudanças dos micro-climas e dos habitats naturais da diversidade animal e vegetal e até dos microorganismos.
O risco não está só em produzir, mas é importante entendermos que cada tonelada emitida de um GEE pode ficar na atmosfera por centenas de anos, é o que chamamos de janela, ou seja, o tempo que um gás sobrevive circulante na atmosfera, sem falar que a atmosfera não tem fronteiras e o que se emite em um continente pode afetar outro.
O Hemisfério Norte é o responsável pelas emissões de CO2 por fonte industrial, porque tem um histórico de desenvolvimento econômico que remonta desde da Revolução Industrial. No entanto, o Hemisfério Sul e a Ásia são responsáveis pelas emissões de CO2 por mau uso da terra, como por queimadas e desmatamentos e também pela queima do carvão das termoelétricas.
Estudos mostram que entre os países que mais poluíram em 2007, para confirmar o que todos já sabiam, foi a China, pois não só lidera o rancking da quarta maior economia mundial, mas o gigante asiático também é um dos maiores emissores de CO2 para atmosfera.
Mas não podemos esquecer do Tio Sam (EUA), que poluiu e continua poluindo muito.
Assim, é fácil compreendermos que SER uma grande potência econômica afeta diretamente o estado de equilíbrio do meio ambiente e, por isso, acordos internacionais importantes, como o de Kyoto, estão em negociação permanente pelas nações desenvolvidas que deveriam se comprometer em poluir menos.
O desmatamento no Brasil, bem como as queimadas, tem forte interesse econômico, pois madeireiros, pecuaristas e agricultores formam juntos um tripé no avanço do uso da terra para encremento dos seus negócios. Só em abril de 2008 desmataram o equivalente o Estado do Rio de Janeiro, apenas na Amazônia Legal. Onde vamos parar? Perder a riqueza da Floresta Tropical e transformá-la em uma árida Savana?
Atender as necessidades do hoje, sem afetar as futuras gerações, é a linha de pensamento do desenvolvimento sustestável, o que prevê o estilo de vida das sociedades.
Qual sociedade é seu sonho de consumo?
Se todas as sociedades consumirem como os EUA serão necessários 4 Planetas para atender a demanda de consumo nos próximos anos.
O Planeta Terra é único e o alerta é real, por isso é necessário o comprometimento pessoal, pois pequenas atitudes podem se transformar em uma grande ação solidária pela sobrevivência do Homem.
Por: Gisélia Lima
Fonte: De Olho no Clima